Por outro lado, a Bíblia não autoriza a indivíduos fazer o papel da Igreja. É ela em seu todo que irá a mudar as coisas, ou não será ninguém. Isso de “evangélicos” ir ao Estado, casando com o pior da política, mentindo que estão estendendo o Reino, é uma das maiores traições a Cristo Jesus, Cabeça da Igreja, e também abuso e maltrato da Igreja, Corpo de Cristo.
Um “pecado” na Dilma, deu impeachment. A visão de dois pecados no Lula, prisão. Quatro anos de Bolsonarismo e ele e seus políticos cíveis e militares, continuam desfrutando do dinheiro do povo inescrupulosamente, e os juízes condenadores pelo falso evangelho deles, são governo, mas o povo só gravou em seu cérebro lavado a Dilma e ao Lula como os monstros anti-Pátria. Perdoem, mas, esse povo que assim vê as coisas está doente, ou nunca foi A Igreja. Não sendo A Igreja, é o povo pagão ao que A Igreja deve levar a salvação, e não moralismo.
Eu já ensinei pela Ciência Social e Política e a Bíblia, que o juízo do povo misto [descrentes e crentes], se deve fazer durante o exercício de uma das duas filosofias, a da Direita e a da Esquerda. Mas, que doença é essa que a gente fala do que “está acontecendo” e o povo de imediato volta a Dilma e o Lula, e qualquer outro do passado, como dizendo: “ao meu candidato não toquem; ele é impecável”? E aparecem de novo seus adversários no Poder, e agora sim, de novo, tem pecados que relembrar, pecados novos e pecados prováveis pelas suas falsas profecias de terror, medo, pavor.
A Igreja na Bíblia é a expressão da Esposa de Cristo, Sua Cabeça, identificável por cidades; não existe outra forma de poder identifica-la. A Unidade local dos salvos, é fundamental para o Inferno não prevalecer contra ela. E essa unidade deve existir no mínimo onde se reúnem dois ou três em torno de Cristo; mas, em tempos de extrema decadência dela, Deus se vale de apenas um servo seu, como João na Ilha de Patmos, que mantenha a Palavra de Deus e o Testemunho de Jesus que é o modelo de Igreja fundado por Jesus Cristo. Mas, este servo-igreja único, seria potencialmente um mártir, e não um poderoso capitalista que ostente templos, denominação, gente e dinheiro, como a IURD, as Batistas, as Presbiterianas, ou cargos políticos no Estado. Deus também pode se valer de outro indivíduo único e remanescente como Paulo que, sofre pela Igreja gastando do seu e se gastando a si mesmo por ela. Se você é um tipo de pequeno Paulo, porém pela sua “igreja denominacional”, talvez além de perder os galardões por suas obras, também receba castigo por gastar o que é da Igreja para instituições humanas, enfraquecendo a Igreja que passa a sofrer escassez do essencial com isso.
Que igreja é essa que permanece dividida, e ainda alimenta a divisão? Que igreja é essa que os apelos a se congregarem não visa Cristo como seu todo, senão coisas, eventos, programas, homens, festas, edificação de classe social com segregação dos diferentes, e de filosofia política? Deus tem somente duas instâncias de julgamento contemporâneo do humano e o pecado: A Igreja e o Estado. Este, para castigar os maus; aquela, para salvar o pecador, e não blinda-lo por preferência política, ou interesses materiais e circunstanciais, egoístas e desumanos.
Do jeito em que nos deixamos enganar pelo capitalismo ianque que os EUA, a Primeira Potência do mundo, vem injetando na humanidade desde o final da Segunda Guerra Mundial, inabilita por completo à IGREJA INSTITUCIONAL a julgar o mundo. Aquela estratégia política, primeiro nos desarmou espiritualmente; logo, nos cooptou com uma ratoeira de dólares e poder como Estado em cada país democrático, na qual caíram os mais espertos, e o povo incauto serve de manada de bodes, e para sobreviver, o Poder dominante nos obriga a nos focar na Dilma, no Temer, no Sarney, no Collor, no Franco, no FHC, no Lula, e pular Bolsonaro porque a este não se deve tocar, e de novo nos focar em Lula.
Paulo entregou a Satanás a dois homens por blasfema. Qual e como se manifestava essa blasfema? Foi por meio de uma consciência má, e sua perdição da fé. Eles tinham consciência; não eram inocentes; eles sabiam o que faziam, mas suas consciências não eram boas, e sua fé já tinha deixado de ser pura, e passou a ser perdida e confusa; daí a metáfora de um naufrágio. Pergunte para um “evangélico” no Estado para onde querem nos levar, e responderá: “para um passar na terra uma vida boa nos marcos de valores e princípios conservadores”. Nada mais confuso que isso na boca dos mesmos que falam em Jesus, a salvação e a Sua segunda vinda! E você vai embarcar nesse barco naufragando? Você é parte de uma comunidade blasfema? Quando Paulo escreveu isto a frase “boa consciência” não pode ser confundida com “consciência limpa”. O que se limpa, esteve sujo. O que é puro, nunca pecou. Paulo está afirmando a necessidade dos crentes da Igreja ter uma consciência absoluta por Deus, e sem sequer um mínimo de outros amores, como o denominacionalismo, uma doutrina particular, um líder, um cargo no Estado. Cristo quer uma Igreja edificada por Ele e para Ele, e não uma prostituta que inferniza o país por defender um homem e uma filosofia política mamômica.
O momento que vivemos no Brasil depois da pandemia sanitária e a pandemia nazista, em meio de uma pandemia de obscurantismo por falta da luz do verdadeiro Evangelho de Jesus Cristo, é de buscar a Paulo, a João, representantes solitários da Palavra e o Testemunho de Jesus, ou talvez a Antipas, a única testemunha na igreja capitalista chamada Pérgamo, e se deixarem guiar a Cristo, O Cabeça, pois, estes seres raros e escassos são os únicos que têm o poder de entrega-los a Satanás até que aprendam a não mais blasfemar.
Graça e paz
25.01.23
Tito Berry

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