Deus escolheu a Israel; não Israel a Deus
Para descobrirmos esta verdade nas Sagradas Escrituras, precisamos nos estabelecer alguns princípios filosóficos:
- Deus é quem escolheu o pior dos povos da época;
- Esse povo era pobre em tudo, também em seu idioma. A língua de Deus se chama VIDA no Tanaj, e O Caminho, a Verdade e a Vida no Novo Testamento;
- O Clímax das riquezas que Deus daria a esse povo, implícita profusamente nas Sagradas Escrituras judaicas é O Verbo que criou o universo feito humano. Esse Verbo feito carne denunciou: “ao Seu [povo] Ele veio e os Seus [Judeus] não o receberam”. Hoje esse glorioso povo que já cumpriu sua missão, seu propósito de existência e eleição, perdeu sua autoridade por rejeitar ao Messias. Uma vez que O recebam, devem aceitar ser iguais aos pagãos ou gentis incluídos no novo povo chamado Igreja.
5. O super-judeu apóstolo cristão [fariseu de fariseus] Paulo, escreveu aos judeus em Hebreus 1. 1 que Deus tinha falado ao Seu povo original pelos profetas, mas que agora FALA FILHO. No original grego não diz “fala pelo Filho”, senão “fala Filho”. O Filho, que aparece fisicamente no mundo na própria Encarnação, é O IDIOMA DE DEUS. No início da Criação era A PALAVRA criadora que saia da boca de Deus que criava. Desde a Encarnação de Deus, é a mesma Palavra ou Verbo que é a Vida criadora; por isto mesmo é que existe uma Segunda Criação, que é a de Deus-Homens que podem viver sem pecado.
Os protestantes abusam da sabedoria judaica em Provérbios 18. 21 que diz que “A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto”. Poderia Deus escolher a língua hebraica para comunicar-se com os humanos de todos os tempos e de todos os lugares do mundo, provindo de línguas pecadoras? “A língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido, carregado de veneno mortífero. Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus.
De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não é conveniente que estas coisas sejam assim [Tiago 3. 8-10].
Os fariseus não eram religiosos judeus? Certamente que eram. Eles mantinham-se fiéis às Escrituras. De acordo com sua opinião, tudo o que fizeram, incluindo sentenciar Cristo à morte, foi conforme as suas Escrituras. Mas que eram eles na realidade? Eram víboras, serpentes, parte do dragão, fazendo coisas para destruir o Plano Eterno de Deus. Até que o Senhor soberano interviesse quando Saulo estava no caminho para Damasco, este também era, de modo ativo, uma parte do dragão. Quando o Senhor lhe apareceu, jogando-o ao chão, ele pareceu dizer: “Saulo, que está fazendo? Eu, Jesus, vim para visitá-lo”. Naquele momento, Saulo converteu-se e foi transferido para fora das trevas de Satanás e para dentro do reino de luz de Deus.
Deus teve um inimigo que se rebelou contra Deus, querendo ser igual a Deus, que era como o Primeiro Ministro de um Sistema Presidencialista das nações de hoje, mas Deus sabia de antemão que isso ia acontecer, porque Ele é Soberano, e no processo, Ele veio a morar em nossos corações -não na nossa mente-. O Tipo da Árvore da Vida e não o da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal prefigura esta realidade, e para completer seu Plano se quisermos assim dizer, de vingança, Ele jamais planejaria usar somente ao povo judaico, e se comunicar somente na língua hebraica, deixando abandonados ou rejeitados os gentis, os pagãos. Não é Israel que vai completer a Vitória de Cristo sobre o Diabo, seus anjos e os humanos rebeldes, senão Cristo mesmo, Cabeça-Corpo, Cristo-Igreja.

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