A hipérbole é um recurso linguístico que remete ao exagero. Costuma ser utilizada para dar uma intensidade muito maior ou menor àquilo que se quer dizer, dando ênfase ao efeito do discurso.
O versículo de Romanos 1. 16 como dezenas deles no Novo Testamento, utiliza esta figura de linguagem para exagerar o poder do Evangelho aos piores pecados, que são os cometidos por alguém que já tenha sido perdoado e empoderado de uma nova vida no DNA de Deus. Em outras palavras, se o Evangelho pode salvar um morto [Efésios 2.1], e perdoar seus pecados, como não vai perdoar os pecados dos já salvos?
Primeiro, o Evangelho demonstra ser um poder incomum, não deste mundo, porque pode salvar ao pecador. Que é salvar aqui? É transladar a um marcado para morte eterna por causa de seu pecado, e viciado nele, e até mesmo morto em delitos e pecados, e livra-lo do império ou esfera de domínio das trevas, para o Reino do Amado do Pai, Jesus Cristo.
Segundo, é agora que o processo de limpeza vai começar. Agora o que era um morto, além de ter sido salvo, ou ressuscitado, vai ser tratado pecado por pecado, até virar santo, impecável, e capaz de reinar sobre o poder do pecado e do Maligno. Tal processo vai durar a vida toda do salvo, com a garantia de que vai vencer, porque agora domina nele um novo DNA, o da natureza e a vida divina.
Os “evangélicos” viciados na religião de Caim interpretam que esse versículo quer dizer que ser evangélico é poder viver exageradamente vestido “a todo o custo”, ou “cegamente”, em modas antigas, se abster de sexo, de comidas e bebidas, não mais frequentar lugares de entretenimentos, deixar de falar palavrões, ser curados, sofrer com gosto ter que dar a um homem ou religião uma oferta semanal em dinheiro, ou dízimos, ser debochado pelos incultos, e que poderão mudar moralidade popular, trapacear no trabalho, prosperar materialmente, e outros exageros ainda mais excêntricos como “pular ou correr para Jesus”, guardar certo dia, passear pelas ruas enrolados na bandeira de seu país, ser livrado da Justiça depois de um crime, por somente ter confessado a Deus seu novo ou viciado pecado. Essa gente não está bem da cabeça, não!
Em Marcos 12.18-27 o Senhor aproveita que lhe questionaram pela ressurreição, para ensinar o que é o Poder de Deus, ou seja, o Evangelho, em três faces:
· Conhecer as Escrituras Sagradas: As redes da Web estão pragadas de opiniões de “evangélicos” ignorantes e analfabetos em Bíblia. A mim me chamam “erudito” porque respeito toda a Bíblia, enquanto muitos se exibem conhecedores dela, e alguns nem as fraldas ainda tiraram, mas têm um microfone e dominam a internet, mas o que eu sou é evangélico de verdade; não erudito. O genuíno evangélico vive uma nova vida de consagração e santidade, custe o que custar, pois, o PODER de Deus o domina com ternura.
· Matrimônio, sexo, fornicação, adultério, vícios, prazeres da vida, tudo é desta vida e não tem transcendência celestial nenhuma, nem vida eterna. O Evangelho não tem nada a ver com tudo isso, nem para livrar, nem para restaurar, nem para reeditar melhor. O poder do Evangelho tem tudo a ver com a ressurreição. Aquilo que não depende de nós, o impossível, o que pertence a outra vida e não à humana. O Céu não é para os direitos, os corretos, senão para pecadores perdoados.
· Deus não é Deus de mortos senão de vivos. Os patriarcas da Lei e os apóstolos da Graça estão vivos, para os verdadeiros evangélicos. Para os falsos evangélicos tudo na Bíblia é letra [morta], que obriga ao morto se arrepender, ao salvo matar a Jesus a cada dia, e a Deus fazer milagres a seu gosto e para satisfação de suas concupiscências.

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