Será que o mundo nos rejeita? Ou são os “irmãos” cristãos os que mais nos menosprezam? Desde muito jovem vi a carência dos pastores em tudo, e por várias razões toleráveis e até impossíveis de ser mudadas, então sonhei...
... Sonhei me preparar em várias profissões para ajuda-los. Eram apenas 14 anos de idade, e eu já sentava em rodas de pastores, e expunha meu conhecimento da Palavra de Deus, sem nenhuma vergonha nem orgulho, sempre respeitando os mais velhos. Em Mercedes, Corrientes, Argentina, um padre de preto veio à festa da Igreja Evangélica, e se surpreendeu como eu o enfrentava respeitosamente com versículos bíblicos. Os anos passaram, e já me sinto decepcionado com os “pastores” que não querem melhorar, e ainda pior, tampouco mudar, fazendo com que por um lado eu suba de nível entre eles, e me agache para alguns padres que deslumbram em sua fé e sinceridade, e ainda, humildade para mudar.
O mundo nos rejeita, mas a luz sempre reprime as trevas; se a rejeição aumenta, problema nosso; dos cristãos, da IGREJA.
Não sou burro, para “voltar ao catolicismo” do qual nunca fui, porque a final, todas as “igrejas” são denominações humanas, sem divindade alguma.
Entretanto, os pastores não melhoram, nem sendo doutores, atualmente. Já parece tarde demais. Eles há séculos já tinham sido usurpados e estuprados intelectual e espiritualmente pelo domínio do império constantínico, e o liberalismo político. Eles não vão caminhar o caminho da humildade, quando a opulência romanista não lhes motiva e o poder político lhes recolhe para promove-los em seu exclusivismo y machismo sacramentado com melhores nuances que as romanistas. Certo que “o hábito não faz o monge”, mas nunca os católicos foram tão ousados como os protestantes fazendo-se Governo Cível no Brasil. E também nunca eles destruíram tanto o país, a democracia, a sociedade, suas igrejas, os casais, as famílias, como os Protestantes no Poder. Hoje o substantivo Pastor está sendo o mais pisado de todos os que especificam o ofício sacerdotal cristão.
Pastor na pessoa do Principal deles, Jesus, é sinônimo de santo, de vítima voluntária para a consumação de sua vida “psiqué”, para que milhões tenhamos a sua vida “zoé”. Contudo, grosso favor fizeram os próprios “evangélicos” nos últimos quatro anos no Brasil à comunidade cristã evangélica e católica, ao ponto de preferirmos nenhum título, e outros, o mais sublime, o de “irmão”. Desgraçadamente o brasileiro deturpa e adultera tudo, em pouco tempo, e há muito tempo o mundo inteiro já tinha banalizado o substantivo “irmão”. A realidade social demonstra que fugindo dos títulos, estacionando em funções como “irmão”, e virtudes como “pai” ou “padre”, de nada serve, porque o problema está nos que maculam, e não nos que se vestem “de monges”.
Hoje vinha orando para que o Senhor me guiasse a uma farmácia de produtos naturais, e quando avistei uma, gostei, e chegando, comprei. O dono dela, junto à sua esposa e um adolescente sorriam, e se mostraram bem amáveis. Logo ele confessou. “Recém abrimos; ainda estamos desencaixando os produtos, e colocando nas prateleiras, e você é o primeiro cliente que entra, e também compra”. Aproveitei para abençoar o negócio, e ao se despedirem, o homem me agradeceu chamando-me “pastor”. Nunca nos tínhamos visto!
Estudando, me senti identificado nos três atributos dos freis, e descobri que “FREI”, brother, bruder, hermano, é o mesmo substantivo, pelo que escolhi frei do português e fray ou frayle em espanhol para substantivo de meu caráter, personalidade, e também título, posto que aos críticos e incompetentes nada lhes satisfaz. Pelo menos, desta forma, tomo distancia dos “pastores” falsos do Cristianismo, e hierarquizo a sublime missão sacerdotal de Cristo que se humilhou e fez homem, porém sem pecados, a favor de toda a humanidade, deixando ao Pai lhe graduar SENHOR. A final, o meu novo amigo viu em mim um genuíno pastor, mas quando me titulo Frei ainda estou tentando ser muito menos, a fim de salvar a muitos, e se possível e necessário, também a católicos. Porém, que todos fiquem sabendo que não pertenço ao coletivo da endemia nazista, e a bancada da bala, “no nome de Deus”. Se toda uma vida a serviço dos de minha classe social não serviu, não pretendo inovar para influencia-los ainda que minimamente, senão simplesmente ser o que sou, espiritualmente inclinado à pobreza voluntária, à humildade e à castidade, para gloria do Santo Padre Deus. Tem muitos que fazem questão de rechaçar a nomenclatura “pastor” e se gabam de ser “servos”, o que menos são. Quando digo que sou Frei, estou dizendo “irmão” que ama a humildade, a simplicidade de vida, não ostensiva, e a pureza sexual, quanto mais me caluniem, simplesmente porque o Senhor me fez assim, mas na mesma vez com esse título pretendo valorizar o ministério de um irmão tanto biológico como espiritual, somente por ser filhos de um mesmo pai e não por sentido de superioridade. Se alguém ainda permanece em problemas comigo por causa disto, deve ser porque não é irmão. E as irmãs são freiras, sim, e no inglês como as mensageiras da ressurreição de Cristo, SOR. Ou quereis que os confundam com essa raça de “pastoras” locas, mal-trajadas, hipócritas?
Tito Berry

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