Não se mate.
A eternidade vem, e não oferece liberdade de escolha...
Vou descrever ao menos quatro casos recentes, nas minhas experiências de serviço pastoral. São casos comuns, pelo que nem merecem especificações.
Roberto, Erly, Marcos, Hélio serão nomes fictícios tendo em conta apenas a primeira letra dos nomes reais, mas, espero por esta reflexão chegar a muitos.
Roberto não se perdoa praias, se possível uma vez ao ano. Tampouco poupa aparência, impostação, e se refugia em que Deus dá, para o seu desfrute, porque não vai levar nada com ele. Por outro lado, considera estar fazendo um genuíno favor à vida, à família, e até para com Deus.
Erly só fala reclamando. Se queixa até dos pássaros voando, dos familiares, dos amigos, dos vizinhos, e quando congrega nalguma comunidade cristã, não tem culto do qual volte criticando. Quando assiste vídeos religiosos, fica com seu predileto, e não aceita nenhuma outra posição. Se o vídeo for político, então mal lê o título e já não assiste; e isso que é praticamente analfabeto.
Marcos é muito crente; oferta seu dízimos, porque considera bondade dele, se elogia o tempo todo, se justifica, presume ser um galão, menciona seguido os bens que amassa, e não sente remorso nem muito menos arrependimento de seus roubos, furtos, e ditadura em qualquer ambiente e entorno em que se encontre, e também espera viver mais anos que os seus irmãos, pelo fato extorsivo de não haver deixado a nenhum familiar cuidar dos pais.
Hélio faleceu hoje, e foi sua morte que me levou a lembrar de outros casos em que as pessoas estão se suicidando, apenas por estupideces. Quando a gente examina detidamente as Sagradas Escrituras, e se prostra diante de seu Autor, Deus, a Vida, descobre que existe um único propósito divino para o viver humano: Deus quis repartir sua glória, seu poder, por puro amor. Deus é incorrigível. O Amor que é o faz incapaz de ficar ele sozinho no cosmos. Nos criou por amor; logo um anjo se rebelou a Ele, e arrastou consigo trinta por cento dos anjos, e a primeira coisa que estes fizeram foi desordenar e esvaziar o planeta, e enganar à mulher, o humano central dos desejos e a vontade dele, e então Deus nos incumbiu da faculdade de criar pessoas, todas para formar Seu Exército, e assim derrotar a Satanás, por meio de nós, raça enganada, para nossa glória e a dele. é um privilégio nascer. Malaquias 2. 15 declara que a intenção de Deus foi ter dele uma descendência chamada humanidade, guerreira, vencedora com e por Ele. Em Gênesis casamos ao ter copulação carnal; em Malaquias completamos o casamento para logo exercer a faculdade de criação recebida de Deus por delegação, e em Salmos 127 Deus se alegra quando a mulher dá a luz filhos, assim seja por traumas, porque dele são nossos filhos, e para Ele.
Quem quer que seja: Roberto, Erly, Marcos, Hélio, devem gerar filhos, e senão, adotar filhos de outras pessoas, e investir em cuidar de pessoas sempre até a gente mesmo necessitar ser cuidados. Uma forma prática, honrosa e humanitária de cumprir com as faculdades recebidas de Deus, é investir na Obra de Deus, e não nas nossas obras; muito menos ofertando descansados em que outros farão a obra enquanto a nós nos sobra para nossos deleites egoístas. Nós nada podemos julgar, mas, na eternidade futura muitos chorarão e com ranger de dentes passarão mil anos se arrependendo nas trevas de fora do território do Milênio, e com a boca seca como o rico de Lucas 16. 19-31. Esta reflexão pertinaz a “justos” [judeus], e “santos” [cristãos], não deve ser pregada aos pagãos. Eles ainda podem ser salvos, e talvez aprender o propósito da vida somente nos últimos segundos de suas vidas, mas aos que se nos dá o privilégio de viver será cobrado que tenhamos vivido para aquele único propósito divino, pelo amor de Deus para com todos. Contudo, a morte não implica ser perdido eternamente, senão apenas terminar a missão, e entrar à dimensão das recompensas. Importa que tenhamos servido, e não que nossa consciência não nos acuse, ou que cheguemos ao fim por uma “morte digna”. Ela não escolhe. Só obedece.
Tito Berry

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