Em primeiro lugar, consintamos que a Lei Mosaica é boa e
espiritual, e de Deus. Entretanto, ela é a Constituição Federal do povo de
Israel e não para o povo chamado Igreja.
Que seja boa, implica dizer que é útil para determinadas
situações, e até mesmo para todas as situações, mas não obriga a ninguém a
consumir apenas como boa.
Uma maçã não somente deve ser boa, como também sã e
indefectível. Que seja espiritual não demanda obediência senão vida. A espiritualidade
divina não se adquire nem se desenvolve por obedecer ao que é “bom”, senão pela
vida do Ser Divino nas pessoas.
Que seja de Deus, demanda ser perfeita, mas então por que a
maior parte da Lei Mosaica não tem nada a ver com a maioria da população mundial
de todos os tempos? Sinal que deve ser considerada perfeita para um povo
específico, um tempo específico, um lugar específico, e isto não obriga termos
que a subestimar, até mesmo porque tal Lei tinha o propósito de trazer o Cristo
que hoje desfrutamos.
Quando você espera herdar uma grande fortuna e existem dois
testamentos. Qual é o que mais vale para as leis dos homens, e para os
herdeiros? Certamente, o segundo testamento, porque sempre o posterior corrige
o anterior, e não o contrário.
Em Hermenêutica Bíblica vemos que o Segundo Testamento pode
julgar o Primeiro, e nunca o contrário. O primeiro é eminentemente de promessas
e predições futuras. O segundo é notavelmente o cumprimento das promessas e das
predições. No primeiro você vê o futuro de longe. No segundo você vê a verdade
presente de perto, o que no passado foi preanunciado e prometido.
O Novo Testamento confirma demasiadamente ao Antigo. O falso
judaísmo tenta submeter ao Antigo ao povo específico destinatário, só que agora
também quer impor ele a todo lugar do mundo, e todos os povos. Trata-se de uma
estratégia política do Sionismo que é um movimento judaico de guerra de
conquista. Se alinha com o espírito do Anticristo, e lança os inimigos de Deus
que vão confrontar a Cristo e aos genuínos cristãos na chamada Batalha do
Armagedom.

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