Evangelizar aos “Evangélicos”?

 


Antes da Pandemia do COVID-19, não se lia nem se ouvia algum clamor de “evangélicos” por uma mudança, e a aparência de suas “igrejas” era opulenta, dominante, relevante e todo-poderosa. Algumas delas ofereceram ao Estado seus templos para hospitais de campanha. Uau! Que orgulho! Outras albergaram ucranianos quando Rússia perdeu a paciência com os EUA e a OTAN, e perseguiram a Putin como se o juízo devia começar por aí, e as maiores “igrejas” fossem as incumbidas por Deus de executa-lo. A maior hipócrita de Curitiba, foi a PIB, ganhando para a IURD, e aos finais da Endemia, e já com novo Governo, essas portentosas “igrejas” se lançaram pela Internet a mendigar gente que congregue e oferte, e ainda ninguém pensa em se arrepender de nada, e mudar para o programa de Deus. É muito cedo para o diagnóstico, mas, parece que voltam piores, mais famintas de poder.

Nos últimos dias desde a mudança de Governo, aumentaram os falsos profetas que tentam consertar suas falácias anteriores, e manter os crentes enfeitiçados na doce espera do Príncipe Azul voltando, e Deus fazendo Justiça. Antes eram eles os divinamente empoderados para fazer justiça. Agora é Deus que devem esperar fazendo justiça, a final, milhares de congregantes só na capital do Paraná, serão suficientes para abalar o Estado, e reverter um povo “evangélico” com os seus votos roubados, na exacerbação dos sentimentos menos santos e mais vulgares da humanidade pagã, como nos tempos do deus Baal, mostrando poder nato e superioridade imponente. Os principais desses falsos profetas são o tal “Apóstolo” Edilson Pomini de Londrina, e Luciano Subirá de Curitiba. E os grandes instigadores da guerra, da violência, e do engano sacramentado para o Anticristo, são os “pastores” Malafaia e Feliciano. Se nos detemos a observar suas obras e suas condutas, eles nunca foram de paz, e muito menos pelo Brasil.      

Depois veio a Endemia Nazista, a do 8 de janeiro deste ano, e o que mais dói aos brasileiros “patriotas” são os “inocentes presos”. Uma piada! Nunca foram solidários nem em suas próprias “igrejas”, e nem com os mais necessitados da sociedade, como Bancada Evangélica; de repente sofrem pelos “injustiçados”. Sem dúvida alguma, nenhuma ação governamental é perfeita. Provavelmente muitas prisões estariam sendo injustas, e outras poupadas. E os “evangélicos” onde estão? Quem tem rabo preso não ousaria se manifestar contra a “Justiça”.

A pergunta então é: Quem evangelizará a quem?

Você pode nem querer seguir me lendo, e muito menos crendo no que eu diga, e não peço consideração nem reconhecimentos. Se ser “pastor” todo esse povo descrito até aqui banalizou, e é inegável que a quase totalidade dos “apóstolos” latino-americanos são falsos, tais títulos que até recentemente me colocavam na mesma classe social, agora me deixaram fora por “diferente”, então, comecei a preferir que me chamem Frei, Irmão, Brother, Hermano.

No meio das Denominações Cristãs tive transitado uma jornada de 50 anos até agora, com intervalos de independência. Tive meus tempos de gloria, minha fama, o apreço e as retribuições abundantes, generosas e fieis de muitos irmãos. Nossa irmandade não se pode negar. Não posso deixar de ser diferente, quando que quem me formata é Deus, o Oleiro, e não eu nem as denominações nem as convicções teológicas. Nunca precisei abandonar o que SOU nas denominações, e sempre houve um povo dentro do povo idólatra das denominações que me honrou pelo que SOU. Não será agora que seja eu quem deva mudar. Pelo contrário, sem publicidade, sem uma equipe capitalista sustentando uma organização “Ministério Tito Berry”, ou algo assim, e sem uma congregação que me idolatre, a mensagem que prego, ensino e vivo se espalha e vai mudando a visão de muitos mais irmãos no Brasil.

Se buscasse minha gloria, não há teria já desde 50 anos atrás? Peca quem julga o desconhecido, e promove perseguições inconexas e inapropriadas, retrasando o Plano de Deus para a Igreja pela qual me derramo em Cristo Jesus.

O parágrafo de Isaías 63. 15-19 é especificamente aplicável a nós nos dias pós-pandemia/endemia: “

“Ó Deus, olha para nós lá do céu, lá do lugar santo e glorioso onde moras. Onde está o teu poder e o teu cuidado por nós?” <<Típica atitude e visão dos denominacionalistas. Um Deus etéreo, oculto, distante, diante de quem somos incapazes de estar por sua santidade e glória incomunicável, e a quem vivemos nos queixando>>.

“Não retires de nós o teu amor e a tua compaixão, pois tu és o nosso Pai”: <<Não negamos que nossos comportamentos se exacerbaram e ficamos mais violentos, cruéis e intolerantes, devido à ameaça comunista. Mas, o sentimento é como que Deus permitiu; se Ele quisesse que fossemos passivos, teria nos guiado a calar, mas, não, Ele mesmo nos empurrou à violência. Nós só estamos agindo no DNA de Deus, nosso Pai>>. Muitos sofreram ao imaginar seus irmãos, filhos do “nosso Pai” enveredando a uma filosofia política perversa...

“Os nossos antepassados Abraão e Jacó não se importam conosco, não fazem caso de nós. Mas tu, ó SENHOR Deus, és o nosso Pai, e desde o princípio nós te chamamos de ‘O nosso Salvador’”. <<Eles sempre esperaram salvação em Deus, não nos homens, mas então por que “os homens”, os nossos “patriarcas” não se importam de nós e não fazem caso de nós?>>. Pelo contrário, nos entregaram à barbárie, à rebelião civil, à anarquia e a deixar a vida no Espírito para militar na batalha do braço de carne...

“Ó Deus, por que fazes com que nos desviemos dos teus caminhos e tornas o nosso coração duro, para que não te temamos?” Aqui se evidencia não somente o vitimismo, como principalmente o coração duro para não se arrependerem. Os profetas pós-pandemia/endemia retomaram a profecia colocando a culpa em Deus, suavizando seus enganos com que “devem esperar um pouco mais”, “logo vem a vitória”. O deus desses profetas está gerando um rebanho de apóstatas que não teme a Deus, e que relaxa em tudo, já que ele não fez se cumprir seus desejos e ambições.

“Volta para nós, ó Deus, pois somos os teus servos, somos o povo que escolheste”. Que povo duro de ser evangelizado e se converter! “Somos teus servos, o povo que escolheste”, declaram, mas se apropriam do que receberam de graça, e o tomem como méritos próprios, esperando que seja Deus quem se converta. Se somos o Povo de Deus, Ele claramente disse que não valíamos nada quando Ele nos escolheu, para mostrar sua gloria no que não era, e... Se somos seus servos, que reclamamos, quando um escravo carece totalmente de direitos? Por que a Bancada Evangélica não depôs, não saiu do Estado Corrupto, e não voltou às suas igrejas arrependidos, e ajudando-nos a encontrar o caminho da conversão ao Soberano Deus? Abraão e Jacó não nos reconhece, mas nós, hoje, os verdadeiros 'igrejados' sim, os reconhecemos. O capítulo 11 de Hebreus deveria ter por título: Os verdadeiros Igrejados são gerados na Fé de Abraão, e não na carne ismaelita, pela arma, e no poder temporal.   

“Por um pouco de tempo, nós, o teu povo santo, fomos donos do teu Templo, mas agora ele é pisado pelos nossos inimigos. Tu nos tratas como se nunca tivesses sido o nosso governador, como se nós nunca tivéssemos sido o teu povo”. Não adianta chorar! Não é Deus que esteja equivocado; somos nós os denominacionalistas os que devemos tirar os olhos de nossos “patriarcas” que não se importam conosco e não fazem caso de nós, e fitarmos em o “Pai Nosso”. As glórias passadas não devem ser rememoradas e brigarmos por ressuscita-las [Ecl.7.10] As misericórdias de Deus são novas cada manhã [Lm. 3.22-23], e quem nunca parou de edificar Sua Igreja é Cristo, o Ressuscitado. Que fazemos lamentando o melhor passado que não volta mais? Nossa diferença entre denominacionalistas e "desigrejados", está em que os primeiros vivem procurando a obediência aos patriarcas, e nós vivemos pela Fé do Patriarca Abraão [2 Co. 13. 5-10].  Entretanto, precisamos nos arrepender. Não existe igrejados versus desigrejados, calvinistas, arminianos, watchmaníacos, nem “Igreja de Esquerda” versus “Igreja de Direita”. 

Alguns podemos dizer “Calvino não nos reconhece e nos tem de menos”, ou “Armínio não se importa de nós nem nos faz caso”, que importa? Se Deus é por nós, quem contra nós? Ainda necessitamos usar tais clichês, mas, a hora deve chegar quando todos sejamos irmãos, e sendo filhos de um mesmo Pai, que a nossa expectativa de Salvação se cumpra em cada um de nós, hoje mais gloriosamente que nunca antes! Estamos aqui para salvar, não para juízes. O único Evangelho é composto de 1) Um poderoso Salvador; 2) Livramento [Mt. 6. 13], 3) Misericórdia aos judeus; 4) Engrandecimento de Abraão; 5) Servir a Deus sem medos, todos os dias de nossa vida, 6) Conhecimento da Salvação para os Eleitos; 7) Perdão de nossos Pecados; 8) A Encarnação, uma Visitação; 9) Luz para os que habitam em trevas e em sombra de morte, e; 10) Nos encaminhar por caminhos de paz. No relacionamento normal entre cristãos e judeus, e entre cristãos e habitantes das trevas, nos contaminamos e perdemos o sabor do Sal e o fulgir da Luz. Buscarei pelo resto de minha vida comunicar-lhes este Evangelho, deixando ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo converter “evangélicos” em EVANGÉLICOS, CRÍSTICOS, CONSUMADOS, ou seja, deixar as migalhas de debaixo da mesa, e subirem à Mesa do Senhor até que Ele venha de novo.   

Tito Berry    

 

 

 

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